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Síndrome de Orson Welles

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Síndrome de Orson Welles
Barata Cichetto

Quantas webrádios existem, apenas no Brasil? Decerto milhares e milhares. Só empresas fornecedoras de “streaming” são centenas. Portanto há de se pensar que o “negócio” é lucrativo, interessante. Ah, ledo engano e absoluto equívoco. A não ser para as empresas que fornecem o tal “streaming”, que é o servidor para armazenar musicas e programas. Mas, como um “mercado”, para funcionar tem que ser lucrativo a todos os envolvidos, por que há tantas web rádios operando no vermelho? Aliás, a imensa maioria, e arrisco um numero aí por volta de 98%, sem medo de errar, de “empresas” de webradio que tem apenas custos, e nenhum lucro. Então, qual é o motivo, razão ou circunstância que explica a existência de tantas webradio deficitárias?

A resposta não “está soprando com o vento”, mas aí, na cara de quem quiser enxergar: quase todas as rádios web são calcadas na vaidade dos seus “donos”. Quase todos “têm” uma webrádio para se sentirem donos de alguma coisa, o que já é absurdo. O sujeito pode ser dono do domínio Internet (o www), pode ser dono até de um pequeno estúdio, mas não é dono de fato de nada. Quase nenhuma tem estúdios, não há profissionais pagos, sendo que a rádio normalmente é operada na totalidade pelo “dono” e os eventuais programas são feitos por amigos do próprio. Isso é um problema? Algo a ser condenado? Claro que não. A questão primordial não é essa, mas sim a postura do administrador que, repito, é baseada na vaidade.

Conheço o mercado de webradios há praticamente dez anos. Aliás, bem mais, considerando o fato de que em 2001, conheci um sujeito chamado Paulo Rogério, que tinha uma rádio web transmitida de seus próprios computadores e precisava de um caminhão de recursos para funcionar. Ela lhe custava mesmo quase o preço de um caminhão para funcionar. Fiz o site dessa rádio e fiquei amigo do Paulo e sei de sua tristeza em não poder ter continuado. Tudo que tocava na Rock Geral era ripado dos vinis do cara.

Numa economia capitalista, mesmo com deturpações monstruosas geradas por entidades e políticos pseudo-comunistas, há que se alimentar o processo: um compra de outro, que compra de um terceiro e assim por diante. E todos, mais ou menos, ganham. Mais ou menos de acordo com vários fatores como empenho e qualidade. Mas com o “mercado” de webradios, ganha apenas a empresa que comercializa o “streaming”. Certo, falei sobre isso antes, mas retomo o gancho, parágrafos depois, com o intuito de fazer a ligação e chamar a atenção para o que pode ser considerado lucro/ganho. Aos donos, sempre entre aspas, das webradios, parece que esse lucro se limita à massagem em seu sonho anormal de imaginar que um dia poderá ser um novo Chateaubriand, um novo Roberto Marinho, um novo Silvio Santos. Até aí, sem problemas, pois a economia de mercado vive mesmo de vender sonhos malucos, que o sonhador sabe que na maioria das vezes nunca vai ser concretizado, mas entra aí o fator vaidade. Esse, sim, o grande mote por trás desses “empreendimentos” falidos desde o nascedouro.

O que fazem esses sujeitos e sujeitas? Pagam pelo streaming, apanham seus milhares de musicas em mp3, que na maioria das vezes eles nunca escutara e mandam tudo isso para o servidor da “radio”. Um vitrolão interminável e chato. Bolas, como um ser desses espera ter audiência, pessoas interessadas? Há opções bem mais atraentes, como ouvir seus próprios mp3, abrir o Youtube ou Soundcloud. Ali, o ser poderá escutar o que quer, na hora que quer. E esse parece ser o fator preponderante hoje, quando a ditadura da igualdade, que aniquilou os formadores de opinião e matou todas as lideranças, falsas ou não, criando a falsa ideia de que todos são feitos do mesmo ideal, é a tônica.

Acontece que de fato, o ser humano, por sua natureza animal, carece do bando, e todo bando carece de líder, de guias, parece perdido numa infinidade de opções e acaba agindo não de acordo com o líder natural, aquele que tem força, capacidade e inteligência para liderar, mas ao mais “esperto”, aquele que, por ser fraco e inútil, busca convencer que todos o são, para que sua fraqueza não desponte.  E é esse o fenômeno que explica também os motivos por trás das webradios.

Com raras e exceções que sempre existem em detrimento da regra, não há por porte de donos de webradios uma real construção de uma webradio com um padrão de programação. Nem há uma programação, de fato, aliás.  E a coisa fundamental: não há um perfil, não há uma identificação, e na maioria das vezes, sequer uma segmentação. Enfim, as webradios não são um produto, não tem objetivos nem missão. São ocas, vazias e atendem apenas, como já coloquei, à vaidade dos “donos”.

Cresci escutando rádio, desde o tempo em que ainda funcionava com válvulas. Passei pelo de pilhas, até chegar à era da rádio web. O rádio mudou de formato, então, se mesclou com a internet, com a TV e se tornou outra coisa. Aliás, a própria Internet se tornou uma espécie de monstrengo híbrido de várias mídias. Algo que ainda vai ser explicado. Desde 2008 atuo diretamente em webradios, produzindo e apresentando programas.  Em 2011 criei a KFK Webradio, que por falta de condição financeira ficou paralisada até 2017. Passei por outras quatro rádios, sendo que uma delas, a Reversa, fui o responsável pelo nome e implantação. Creio, portanto, ter um pouco de embasamento para discorrer sobre o assunto. Dessas, a maior parte dos “donos” acreditavam em ser grandes empresários do ramo de comunição, Orson Welles, Rupert Murdoch… Pensam. Ou que, a exemplo dos malucos de “The Boat That Rocked”, estariam fazendo uma revolução cultural. Nem uma coisa, nem outra, senhores! Não existem empresários em webradios, e nenhuma revolução será feita por ela, essa é a realidade nua e cruel.

Conheço e conheci inúmeros desses “donos” de webradio, e infelizmente a maioria com posturas egocêntricas, supervalorizando o subproduto que tinham. Postura de megaempresários com um produto de fundo de quintal, tratado sem um cuidado profissional, sem seriedade, sem postura. Claro que há muito que levam seus projetos a sério, mas parece-me que esses estão relegados às webradios ligadas a segmentos, dedicados a um artista ou tema específicos. Nas rádios de Rock, não há, na imensa maioria, seriedade.

Ao longo do tempo, essa falta de seriedade causou um trauma e, pior, uma falta de confiança por partes de eventuais anunciantes. Comentários do tipo “webrádio é coisa de desocupado”, “ninguém anuncia em webrádio porque ninguém escuta webradio”, e outros altamente pejorativos, mas que não deixam de ter um fundo de verdade. Em várias oportunidades tentei dizer às pessoas que se propunham a montar suas rádios: “por que, em lugar de montar sua própria rádio, não se une ao meu projeto?”, mas isso, é claro, nunca foi aceito, em função, é claro, de uma doença que ainda não foi diagnosticada, e que ataca apenas donos de rádios web: Síndrome de Orson Welles.

E então, o que fazemos, todos nós, “donos” de webrádios, além de enriquecer empresas que vendem streaming? O que pretendemos, além de satisfazer nossos egos inflados, nossos sonhos megalomaníacos sobre fama? Qual é a missão daquilo que muitos de nós chamamos de “empresa” ou “investimento”, e outros de “brincadeira” ou “divertimento”? Ficaremos sempre nesse patamar?

Bem, posso falar por mim, por minha rádio e pelos meus objetivos e missão. E estão todas essas intenções expressas nos “slogans” que criei para a KFK Webradio, ainda em 2011: “A rádio que toca ideias” e “Interrogações, mutações, metamorfoses e um pouco de musica sem rótulos”.  Na KFK Webradio a musica, sempre dentro do universo do Rock, é a moldura, não o principal. A programação diária, repleta de programetes sobre poesia, literatura em geral, filosofia, pensamento livre, episódios em áudio de desenhos animados e “cenas” de cinema, além daquilo que é a verdadeira alma da webradio: trechos históricos do rádio brasileiro e mundial.

Já a programação feita por pessoas capacitadas, algumas com longo histórico dentro do rádio tradicional, como é o caso de Del Wendell e Sylvia Liger, e da webradio, como Agostinho Carvalho e Renato Pittas, é dividida com músicos e pensadores com enorme bagagem intelectual, como Amyr Cantusio Jr. e Rafael Pelissári; e artistas de outras áreas, como a professora da dança Cris Escudeiro. A programação especial, juntamente com os programetes somam mais de uma centena de horas semanais de programas feitos especialmente para a KFK Webradio, embora em alguns casos, ousamos em inéditas parcerias com outras webradios, como acontece com o Let’s Play Elvis, de Del Wendell.

Resumindo, em resposta à minha própria pergunta, o projeto da KFK Webradio tem uma cara, e em suma é um produto de ótimo acabamento, basta apenas que os eventuais investidores entendam que há diferenças de produtos, como em qualquer segmento.

Luiz Carlos Giraçol Cichetto, AKA Barata
07/04/2017

Texto publicado também em: http://baratacichetto.blogspot.com.br/2017/04/sindrome-de-orson-welles.html

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